sábado, 15 de fevereiro de 2014

CORRER NO CALOR REQUER CUIDADOS ESPECIAIS


Locais muito secos ou muito úmidos podem ser prejudiciais. 

O exercício físico regular traz muitos benefícios à saúde, contudo, condições de calor e umidade excessivas podem trazer um grande desafio à capacidade do corpo em resistir a tais situações. O desempenho fica significativamente reduzido e aumentam os riscos de desidratação. 

O corredor pode realizar a sua atividade física de forma mais segura, reduzindo o tempo e o esforço dedicado ao aquecimento, mudando a sessão de exercício ou a estratégia de competição visando reduzir a intensidade e realizando pausa mais longas e frequentes. 

Durante uma corrida, os músculos produzem grande quantidade de calor que deve ser dissipado para o ambiente, ou então ocorrerá um aumento da temperatura central. Como a produção de calor pelos músculos é proporcional à taxa de trabalho, o exercício de alta intensidade e de moderada duração (cinco a dez quilômetros) e atividades prolongadas (maratonas) apresentam um maior risco. 

A sudorese é uma resposta fisiológica que tem por finalidade limitar o aumento da temperatura central através da secreção de água na pele para a evaporação, mas esta perda de líquido nem sempre é compensada pela ingestão de líquidos e a regulação da temperatura. 

Quando o corredor treina em um ambiente muito quente e úmido (umidade relativa do ar acima de 80%), a sua evaporação fica prejudicada, pois seu suor competirá com a elevada umidade do ar no processo de evaporação e retirada do calor do organismo. Ambientes muito secos também são prejudiciais, pois, entre outros prejuízos, podem causar sangramento das narinas. 

Um grande número de países da América Latina está localizado na região tropical. Embora a altitude possa fazer uma diferença considerável (por exemplo a Cidade do México e Bogotá são cidades mais frias), os trópicos apresentam temperatura alta e umidade relativamente constante na maior parte do ano. Valores acima de 28ºC são muito comuns, especialmente nas cidades que se localizam ao nível do mar. 

Tolerância ao calor - Existe uma evidência preliminar que indica que os habitantes das regiões tropicais têm uma tolerância maior à ambientes quentes e úmidos, possivelmente devido aos seus níveis de aclimatação crônica ao calor. Contudo, até que mais dados sejam publicados em relação à tolerância ao estresse térmico de pessoas cronicamente aclimatizadas ao calor, as recomendações do Colégio Americano de Medicina Esportiva devem ser seguidas. 

A aclimatação ao calor é um conjunto de adaptações fisiológicas que permite ao corredor suportar um estresse maior ao calor ambiental. Elas incluem um aumento na capacidade de sudorese, um suor mais diluído e uma habilidade aumentada de sustentar uma taxa de sudorese alta durante exercícios prolongados. 

Todas essas adaptações ajudam a minimizar o acúmulo de calor, permitindo um tempo de performance mais prolongado e uma diminuição do risco de doenças provocadas pelo calor. No início do processo de aclimatação, a duração e a intensidade das sessões de exercícios devem ser menores que o usual. A duração e a intensidade devem ser elevadas gradualmente a cada dia a medida que a tolerância ao calor melhora. Adaptações significativas ocorrem dentro dos primeiros sete a 14 dias de exposição ao calor. A frequência deve ser entre três a cinco dias por semana, com uma duração de sessão entre 20 a 60 minutos, em intensidade de exercício de 55 a 80% da frequência cardíaca máxima. 

Levando-se em consideração esses aspectos citados anteriormente, o corredor poderá usufruir de uma maneira adequada, correta e segura dos benefícios intrínsecos à prática regular de corridas, além de preservar e proteger a sua saúde. 

Reprodução: www.webrun.com.brprograma afiliados

domingo, 2 de fevereiro de 2014

OTIMIZANDO O TREINAMENTO PARA HIPERTROFIA

O treinamento de força é uma modalidade esportiva que vem há anos ganhando inúmeros adeptos.

Desde os anos 40 do século XX, já se utilizavam os exercícios com pesos para otimizar o rendimento nas diversas modalidades esportivas. Surge então neste período o termo halterofilismo que se torna uma prática regulamentada, que consistia no levantamento com pesos (MEC, 1966). Assim, foi criado na década de 40 o culturismo moderno, cujo autor foi o canadense Josef Weider.

Atualmente a maioria das pessoas que procuram uma academia visam prioritariamente os efeitos estéticos que o treinamento proporciona, sendo o mais buscado, a hipertrofia muscular, utilizando até mesmo de meios extremos, como esteróides anabolizantes e/ou recursos ergogênicos nocivos à saúde para tal.

Para um bom rendimento físico, existem diversos métodos de treinamento que objetivam ganhos de massa muscular de forma satisfatória. Muitos desses, até hoje, são empregados de forma descontrolada ou empírica por profissionais da área de treinamento de força, ou seja, sem controle e embasamento científico para seu correto uso, o que, na maioria dos casos, além de não promoverem os ganhos objetivados, resultam em perdas significativas de massa muscular, altos níveis de estresse metabólico e até mesmo lesões graves que afastam durante muito tempo o sujeito dos treinamentos.

A maioria dos métodos de treinamento resistido foi originalmente criada por treinadores de força, levantadores de pesos, levantadores olímpicos de potência ou culturistas. Estes foram criados de forma empírica, sem uma comprovação científica, mas porque praticantes experientes acreditam que eles funcionam para produzirem resultados significantes nos ganhos de força e hipertrofia muscular (Fleck e Kraemer, 1999; Fleck e Kraemer, 2006).

Para conseguirmos alcançar um bom resultado em longo prazo, de forma mais estável (crônico), devemos respeitar uma progressão técnica e física, além de boa alimentação e descanso, que certamente equilibrados resultarão em um corpo saudável e simétrico, com excelente qualidade e estabilidade muscular.

Para um bom trabalho de hipertrofia muscular, uma correta periodização, a carga certa para cada momento e a correta execução dos exercícios, com ampla abordagem biomecânica, resulta em grandes respostas musculares, não somente nos níveis de força total, mas também nos níveis hipertróficos crônicos, ou seja, estáveis de longo prazo.

PERIODIZAÇÃO DE TREINAMENTO

Vários pesquisadores renomados como William Kraemer e Yuri Verkhoshansky já demonstraram em seus estudos a eficiência da periodização do treinamento de força para fins desportivos. A hipertrofia é uma alteração morfológica e não uma capacidade física. Segundo Gentil (2005), no caso do treinamento de hipertrofia, a periodização serviria para definir critérios técnicos de controle, pois até então não havia nenhum.

Existem vários tipos de periodização, sendo uma das mais utilizadas o modelo Clássico proposto por Matveev (1965). Na periodização Clássica, utilizamos um macrociclo de treinamento que pode ser montado na forma de 12, 06 ou 04 meses (anual, semestral ou quadrimestral). Neste tipo de periodização, as fases de treinamento podem ser divididas em: Fase Básica (Preparação de Base), Específica (Aplicação Técnica – Sobrecargas) e Competitiva (Peak), com suas peculiaridades descritas a seguir.

FASE BÁSICA: Predomina o volume sobre a intensidade; Adaptação articular, muscular e tendinosa ao treino. Adaptação cardiorrespiratória ao treino. Variáveis do Treino: 8 semanas de Duração; 8 exercícios por Treino; Uma carga em torno dos 60% de 1 RM; Exercícios Pluriarticulares; 8 a 12 repetições por série; 2 séries nas primeiras 2 semanas e 3 nas 6 seguintes; 1’30 de descanso entre séries; 24h de intervalo entre treinos. (Alves, J.V. 2012);

FASE ESPECÍFICA: Predomina a intensidade sobre o volume; Melhorar a coordenação inter e intramuscular; Estimular fibras do tipo II; Aumentar a capacidade de recrutamento de unidades motoras do tipo II. Variáveis do Treino: 8 semanas de Duração; 8 exercícios por Treino; Uma carga em torno dos 80% de 1 RM; Exercícios Pluriarticulares; 6 a 8 repetições por série; 3 séries por exercício; 2 a 2’30 minutos de descanso entre os exercícios; 72h de intervalo entre treinos. (Alves, J.V. 2012).

FASE DE PEAK: Melhor apresentação muscular; Hipertrofia Máxima. Variáveis do Treino: 12 semanas de Duração; Até 12 séries por grupo muscular; Uma carga em torno dos 75 e 85% de 1 RM; Exercícios Pluriarticulares e monoarticulares; 6 a 12 repetições por série; 3 ou mais séries por exercício; 72h de intervalo entre treinos. (Alves, J.V. 2012).

O macrociclo de treinamento é subdividido em mesociclos (Atividades realizadas em um mês de treino, com o objetivo de solucionar as tarefas de um dado macrociclo) e em microciclos (Semana do treino, representa o elemento da estrutura de preparação que inclui uma série de sessões de treino respeitando as tarefas do mesociclo), onde os volumes e intensidades de treinamento devem ser cuidadosamente calculados para um ótimo efeito fisiológico neuromuscular.

Os mesociclos (meses) são classificados como: INCORPORAÇÃO, BÁSICO, ESTABILIZADOR, CONTROLE, PRÉ-COMPETITIVO (PRÉ-PEAK), COMPETITIVO (PEAK) E RECUPERATIVO. Os microciclos (semanas) são classificados como: INCORPORAÇÃO, ORDINÁRIO, CHOQUE e RECUPERATIVO.

Como aplica-los em um treinamento de força?

Sabendo dos valores de volume e intensidade a serem aplicados em cada fase, devemos então confeccionar os programas de treinamento, lembrando que, neste caso específico (Treinamento de Força), os volumes podem ser representados pelo número de séries / exercícios e as intensidades pela carga / tempo de recuperação / velocidade utilizadas.

Com os valores das cargas, os volumes e os exercícios bem planejados, podemos então utilizar diversos métodos de treinamento para proporcionar a musculatura sempre uma nova adaptação, quebrando a homeostase (estabilização fisiológica), promovendo maior recrutamento de unidades motoras e maior destruição de fibras (micro lesões), gerando assim excelentes respostas nos níveis hipertróficos musculares, lógico, acompanhados de uma boa nutrição e períodos controlados de descanso.

 MÉTODOS DE TREINAMENTO PARA HIPERTROFIA

No treinamento de força existem diversos métodos de treinamento que objetivam a hipertrofia máxima. Esses métodos como qualquer treinamento, devem ser bem planejados dentro dos mesociclos em cada fase específica para tal, por exemplo, se em um momento objetiva-se desenvolver a resistência muscular específica, utilizaremos, por exemplo, exercícios que utilizem médios-grandes volumes com intensidades médias-baixas e não exercícios intensos com volume baixo que necessitarão recrutar com mais ênfase tipos de fibras rápidas e não as lentas objetivadas na fase em questão.

Para aplicarmos corretamente alguns métodos de treinamento para hipertrofia, devemos lembrar que para conseguirmos grandes resultados, os exercícios devem proporcionar TENSÃO MECANICA; “LESÃO” MUSCULAR e ESTRESSE METABÓLICO, que atingirão de forma satisfatória as fibras tipo I, IIa, IIb e IIx. Para tais, utilizaremos métodos específicos que, devidamente aplicados, além de promoverem altos ganhos de força e resistência, resultarão em músculos bem desenvolvidos e simétricos.

EXEMPLOS DE MÉTODOS DE TREINAMENTO PARA HIPERTROFIA:

1. SÉRIE SIMPLES: execução de cada exercício proposto em uma série somente. (Fleck, S. J. 1999);

2. SÉRIE MÚLTIPLA: consiste em 2 ou 3 séries de aquecimento com carga crescente, seguido por várias séries de igual carga. (Fleck, S. J. 1999);

3. TREINAMENTO PROGRESSIVO: Adição de cargas progressivas periodicamente, aumento de nº de séries e sessões de treino e diminuir as pausas entre as séries. (Guimarães, W. 1997);

4. PIRÂMIDE CRESCENTE: das cargas, das repetições em cada série. (Guedes, D. 1997);

5. PIRÂMIDE DECRESCENTE: das cargas, das repetições em cada série. (Guedes, D. 1997);

6. ISOLADO: consiste em isolar o músculo da ação dos músculos auxiliares. (Guimarães, W. 1997);

7. REPETIÇÕES NEGATIVAS: usar cargas acima de 100% dando ênfase ao trabalho excêntrico do movimento. (Guedes, D. 1997);

8. REPETIÇÕES FORÇADAS: usar cargas entre 80 e 100% e ao final de uma série, fazer mais 2 ou 3 repetições com ajuda de 1 companheiro na fase concêntrica. (Guedes, D. 1997);

 9. REPETIÇÕES ROUBADAS: idem acima, sem ajuda do companheiro, sacrificar a postura correta para a realização dessas repetições. (Guedes, D. 1997);

10. CONFUSÃO MENTAL: consiste em variar constantemente o exercício, a série, repetições e ângulos, para que não ocorra a homeostase. (Guedes, D. 1997);

11. PRÉ EXAUSTÃO: consiste em executar um exercício uni-articular, para que o músculo em questão sofra uma exaustão parcial e em seguida executar um exercício bi-articular onde o músculo é auxiliado por um sinergista. (Guedes, D. 1997);

12. EXAUSTÃO: executar tantas repetições possíveis com uma determinada carga, até a falha concêntrica momentânea. (Fleck, S. J. 1999);

13. PRIORITÁRIO: iniciar o treino pelo músculo ou segmento corpóreo mais fraco ou aquele segmento que precisa de um maior desenvolvimento. (Guimarães, W. 1997);

14. SUPER-SÉRIE: trabalha-se os músculos agonistas e antagonistas entre sí, em uma mesma série, sem ou muito pouco intervalo. (Fleck, S. J. 1999);

15. FLUSHING (fluxo): executa-se 2 ou mais exercícios para o mesmo músculo, ou grupo muscular próximos. (Fleck, S. J. 1999);

16. TREINAMENTO DIVIDIDO: consiste em dividir o treino em 2 partes (MMSS em 1 dia e MMII em outro dia). (Guimarães, W. 1997);

17. PAUSA E DESCANSO: treina-se com cargas altas que possibilitam 2 à 4 rep. dando intervalo de 15” e então repete-se o processo por 3 ou 4 x aumentando o intervalo p/ 30, 45, 60”. (Guedes, D. 1997);

18. DROP SET: consiste em realizar uma série até o esgotamento total, diminuindo o peso logo em seguida e imediatamente continuada até obter novamente o esgotamento total. (Guimarães, W. 1997);

19. BLITZ: dividir os músculos a fim de treinar somente um por dia, aumentando assim a intensidade do treinamento, podendo até utilizar mais de 1 princípio de treino simultaneamente;

20. ISOTENSÃO: consiste em tensionar o músculo e mante-lo em tensão máxima por 3 a 6”, 3x.(Guimarães, W. 1997);

21. TREINAMENTO EM CICLO: estruturar o treino para que em um treino anual desenvolver a hipertrofia e a força e em outra parte do ano desenvolver a resistência muscular. (Guimarães, W. 1997);

22. INTUIÇÃO: consiste em treinar um grupamento muscular que se tenha vontade, considerando o fator psicológico e não fisiológico. (Guedes, D.1997).

 Todas as informações apresentados neste artigo não são uma “receita de bolo milagrosa” que quando aplicada apresenta um excelente resultado comum, mas sim parâmetros com amplo embasamento técnico-científico para podermos elaborar programas e treinar de forma mais consciente, controlada e respeitando todas as variáveis fisiológicas pertinentes ao treinamento.

Para conseguirmos atingir grandes resultados em hipertrofia muscular é extremamente importante levar em consideração, além da perfeita organização dos treinos com estímulos variados que quebram a homeostase (variabilidade) utilizando as vias tensional e metabólica (Fibras I, IIa, IIb e IIx), os fatores genéticos do indivíduo (somatotipo, herança genética, desenvolvimento ósseo, etc), nutricionais (consumo x gasto calórico, qualidade alimentar, etc) e os períodos de recuperação (sono, repouso entre treinos). Sem a perfeita equalização desses fatores, junto ao conhecimento teórico e prático profissional, é impossível atingirmos resultados significativos utilizando qualquer método de treinamento.

Resumindo, devemos primeiramente conhecer bem as limitações físicas e funcionais de cada um. Saber que cada ser humano é um ser subjetivo é o princípio de todo planejamento de um ótimo programa de treinamento. Por isso, o BOM SENSO e o pleno conhecimento científico, técnico e prático que norteia o tema treinamento de força é a base para o sucesso.

Texto por: Prof. Esp. Raphael Benassi (CREF 028831-G/RJ).

REFERÊNCIAS:
■DANTAS, E. H. M. A Prática da Preparação Física. 5ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003;
■GENTIL, P. Bases Científicas do Treinamento de Hipertrofia. Sprint, 2005;
■GUEDES, D. P. Musculação: estética e saúde feminina. São Paulo: Phorte, 2003;
■GUIMARÃES, W. M. N. Musculação anabolismo total. Liberdade, São Paulo: Phorte, 2002.
■FLECK, S. J; KRAEMER, W. J. Fundamentos do Treinamento de Força Muscular, Ed. ArtMed, 1999; ■Fleck S. J; Kraemer W. J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 3ed. Artmed, 2006.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

DIGA-ME O QUE COMES E TE DIREI QUEM ÉS

O Hábito Alimentar é mais definitivo na Evolução do Corredor do que a Organização dos Treinos

A alimentação é algo definitivo na vida de uma pessoa. Temos essa noção de forma muito clara quando falamos de gestantes e crianças. Mas, depois que nos tornamos adultos, parece que nos esquecemos desse conceito, ou seja, de quão determinantes para nossas vidas são os alimentos que colocamos para dentro do nosso corpo. Resultado: nossa saúde fica fragilizada e nosso corpo, cansado.

Lembre-se de que uma alimentação adequada se reflete em maior bem-estar e qualidade de vida. Somos o resultado da relação do meio ambiente em que vivemos com o nosso DNA. Os alimentos que escolhemos fazem parte desse meio ambiente. Somos formados por mais de 100 trilhões de células, sendo que pelo menos 50 milhões delas são renovadas diariamente e cada uma dessas células necessita de no mínimo 44 diferentes nutrientes para seu funcionamento pleno. Para obter esses nutrientes, precisamos nos alimentar bem. Neste momento existe um fator fundamental e definitivo: a escolha do que colocamos em nosso prato é feita a partir dos prazeres de uma boa refeição, associada à presença dos tais nutrientes necessários para recompor o nosso organismo.

Na evolução dos atletas em geral, e dos corredores em particular, a importância metabólica da alimentação e do treinamento é semelhante. Mas se avaliarmos a logística desses dois ingredientes ( ou seja, da alimentação e do treinamento ), perceberemos que o hábito alimentar é mais definitivo na evolução do corredor do que a organização dos treinos.

Por que?

Com a corrida, conseguimos ter um controle maior de variáveis como horário, planejamento, orientação e acompanhamento específico no momento em que a atividade está sendo realizada. Já com a alimentação esse controle é mais difícil, pois mesmo com um planejamento prévio e extremamente específico, devemos estar atentos e educados para situações não previstas, uma vez que nos alimentamos diariamente, de três a cindo vezes ao dia.

Uma pessoa que se alimenta mal ao longo da vida não fornece nutrientes suficientes para seu corpo aproveitar melhor seu potencial bioquímico. Isso vai se refletir na qualidade de vida dessa pessoa, em todos os sentidos: intelectual, emocional, metabólico, etc. No caso de atletas, isso implica perda de rendimento e dificuldade de recuperação, entre outros fatores indesejados.

Coma certo, corra mais!!!

 Mariana Klopfer para Revista O2, maio 2013

domingo, 1 de abril de 2012

Quanto tempo depois do parto a mulher pode fazer ginástica?

Antes de mais nada é importante ressaltar que puérperas (o nome técnico para mulheres que deram à luz) que exageram na quantidade de atividade física, fazendo mais de uma hora de exercício aeróbico por dia, têm grande chance de diminuir a produção de leite e prejudicar a amamentação. Após o parto normal, que tem recuperação rápida, pode-se voltar a atividades físicas em 15 dias, mas sempre converse com o seu médico antes, porque cada caso é um caso. Costuma-se liberar caminhada, corrida, musculação leve, abdominal, alogamento, ioga e Pilates, se não houver complicações do parto. Se você já fazia atividade física durante a gravidez, poderá retomar os exercícios mais rápido, em caso de parto normal. Já depois da cesariana, que tem recuperação mais lenta, um mês depois da cirurgia pode-se voltar a fazer atividades físicas leves e que não forcem muito a musculatura abdominal: caminhadas leves a moderadas, alogamento de braços e pernas. Entre 40 e 60 dias do parto cesáreo, dependendo da recuperação de cada paciente, pode-se voltar às demais atividades como corrida, musculação, Pilates, ioga, ginástica localizada. Tanto no parto normal como na cesárea não se deve iniciar esportes na água (natação, hidroginástica) antes da liberação do obstetra, que será ao redor de 30 a 45 dias do parto, quando o colo uterino já estará bem fechado, evitando o risco de infecções. Para ambos os tipos de parto, após o período de repouso recomendado, é interessante conseguir combinar atividades aeróbicas com atividades que alonguem e tonifiquem a musculatura abdominal, pois quanto mais cedo se começa a trabalhar a região abdominal maior a chance de que a barriguinha volte para o lugar. Veja um exemplo de combinação para depois que o médico tiver liberado: 45 minutos de caminhada ao ar livre ou na esteira três vezes por semana e mais 45 minutos de Pilates duas vezes por semana. Uma solução caseira para as atividades físicas é aproveitar para passear com o bebê no carrinho quando o pediatra tiver liberado, diariamente, e em casa aproveitar a sonequinha do bebê para fazer sequências de abdominais (sempre depois da liberação do médico).

quarta-feira, 21 de março de 2012

Personal Trainer - Prescrição Aplicada a Gestantes

Aplicado à Gestante

Em nossa civilização, durante muitos séculos, a mulher, origem do pecado, foi condenada a "dar a luz na dor".
Foi preciso muito tempo para vencer os princípios ancestrais a fim de chegar ao parto profilático, chamado "sem dor".
Os médicos se preocupam, em primeiro lugar, com a parturiente e tentaram melhorar seu conforto, preparando-a física e psiquicamente para o evento.
O método de preparação física tenta levar em conta todos estes elementos: conforto da mãe, e conseqüentemente, da criança, controle das diversas situações na relação triangular pai-mãe-filho.
A boa condição física e o controle da respiração constituem, para a mulher, condições de ter um parto fácil. A preparação física desenvolve harmoniosamente o corpo todo, torna os músculos elásticos e mantém a boa forma.
A sucessão de contração e relaxamentos musculares melhora a circulação sangüínea. Por outro lado o controle das apnéias, também são fatores importantes no controle de si.
Modificações no organismo:
São várias as modificações anatômicas da mulher em seu período gestacional. A parede abdominal é a primeira a sentir as modificações, deslocando o centro de gravidade, sujeitando-a a lordose lombar, à medida que a barriga aumenta. A cintura pélvica aumenta 60% sua mobilidade devido a relaxinas. O quadril aumenta também o seu tamanho para ampliar o espaço a abrigar o bebê. O diafragma é comprimido devido ao maior volume uterino, dificultando-lhe a respiração. O estômago tem eixo alterado para a horizontal, dificultando a digestão. As glândulas mamárias tem seu volume aumentado, solicitando mais músculos dosais e peitorais.

Alterações metabólicas mais apresentadas no período gestancial:
Aumento da freqüência cardíaca de 70/80 em média, devendo ser evitado assim atividades que exceda a 140 bpm. A gestante está sempre cansada devido ao aumento de consumo de O2 (bebê) e a pressão sofrida pelo diafragma. Aumento do débito cardíaco, pois parte deste é desviado para tecidos não musculares, provocando taquicardia. A resistência periférica é diminuída. Aumento do volume sangüíneo (30%) e plasmático (40%). Alterações no sistema endócrino. A disfunção nos hormônios traz alterações emocionais e de hábitos na gestante.
Modificações gerais no organismo feminino durante a gravidez: 

A musculatura, impregnada de líquidos, tem seus ligamentos e tendões afrouxados, os quais se tornam incapazes de funcionar como sustentadores, aumentando o risco de lesões.

Os ossos estão bem mais frágeis e seus ligamentos mais frouxos, por isso, deve-se trabalhar com cargas reduzidas.

Recomendações do American College of Obstetrician and Ginicologist para exercícios no período gestacinal: 
Prescrição médica. Para qualquer atividade física com gestantes são necessárias sempre as prescrições e avaliações médicas, sem isso o profissional estará sujeito a correr riscos desnecessários;Não objetivar condicionamento físico, não aumentar a atividade física de antes da gravidez; Realizar exercícios que não levam a fadiga,com duração no máximo de 30 minutos de atividade vigorosa, sempre entre 50% e 70% da capacidade da gestante. Manter a freqüência cardíaca até no máximo de 140 bpm, algumas devem trabalhar no máximo 110 a 120 bpm (as que têm gravidez consideradas de risco: hipertensas, idade avançadas, placenta prévia); Evitar o aumento na temperatura corporal (evitando lugares muito quentes e água no máximo 32º no inverno, pois poderá ocorrer a hipertermia, assim como evitar roupas muito quentes ou pesadas, levando-se em consideração a época do ano: inverno ou verão; Evitar perda hídrica durante a atividade física (bebendo água antes, durante e após as atividades); Realizar atividades de 2 a 3 vezes por semana com duração de no máximo 90 minutos; Evitar exercícios em gestantes que tenham riscos comprovados pelo obstetra responsável; Parar a atividade assim que a gestante apresentar algum sintoma fora do comum;
Contra-indicações:

Gestantes que, apesar de apresentar algum sintoma diferenciado, têm a permissão médica para a prática da atividade física, sempre sobre controle médico e cuidados especiais do profissional.
hipertensão arterial; anemia ou outros distúrbios sangüíneos; disfunção tireoidal; disritmia cardíaca; diabetes; obesidade excessiva; histórico anterior de vida excessivamente sedentária; falta de peso excessiva; apresentação pélica durante o terceiro trimestre;
placenta prévia;
infecção generalizada (garganta, ouvido, gastro-intestinais).
Alguns sintomas e sinais que interrompem a atividade física:
qualquer tipo de dor no peito; contrações uterinas com intervalos pequeno (20 min); perda de líquido (intenso ou leve); vertigens e / ou fraquezas; dificuldade em respirar; palpitações e / ou taquicardias contínuas; inchaços que não diminuem; dor nos quadris ou no púbis; dificuldade excessiva em caminhar; dor nas costas interminantes ou que aliviam na água ou em posições confortáveis.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PLATAFORMAS VIBRATÓRIAS NA DOENÇA DE PARKINSON

A Plataforma Vibratória está a revolucionar o mundo do fitness e da reabilitição de pessoas com Doença de Parkinson pois permite obter bons resultados na melhoria da coordenação motora, na postura, no equilibrio, na deambulação e desenvoltura com que se movem na rigidez muscular e tremores.

A doença de Parkinson já conta com um longo historial enquanto doença no qual se sabe que afeta os neurônios responsáveis pela produção da dopamina e consequentemente manifestam-se por vários sintomas entre os quais: rigidez muscular, alterações do equilibrio e da capacidade em deambular são os mais frequentes.

Atualmente a doença de Parkinson  pode ser minimizada recorrendo a medicamento e a fisioterapia. Nestes casos o doente deve manter uma vida  ativa onde a  atividade física seja uma constante.

No entanto surgem tempos em que devido ao avanço da doença, diminui a capacidade física de certas zonas do corpo com perda de força e diminuição da mobilidade articular.

Neste campo as plataformas vibratórias desde que usadas com supervisão e com exercícios específicos exercem um estímulo sobre os músculos levando a diminuição de alguns sintomas típicos da doença como a rigidez dos músculos e tremores involuntários.

Graças aos exercicios com as plataformas vibratórias é possivel exercitar apenas os membros inferiores sem sobrecarregar o resto do corpo.