domingo, 6 de abril de 2014

Vitamina D

Os hábitos da vida moderna, longe do sol, fazem com que cada vez mais pessoas tenham carência de vitamina D no organismo. 90% da vitamina D que precisamos é produzida pelo nosso corpo, a partir da exposição moderada ao sol.  Em contato com os raios solares, a substância 7-dihidrocolesterol, presente na pele, é ativada e se transforma em vitamina D3, e somente após passagem pelo fígado e rins, transforma-se na forma ativa da vitamina D. O restante vem dos alimentos, como leite, gema de ovo, manteiga, peixes de água fria e óleo de fígado de bacalhau. Sem a vitamina D, o corpo não consegue absorver o cálcio de maneira adequada e os ossos ficam frágeis, favorecendo a osteoporose.  Se você é jovem pode não se preocupar tanto com isso agora, mas, no futuro, certamente vai sentir falta de um esqueleto forte e resistente a fraturas. 

Em casos mais específicos, pesquisam indicam que baixos níveis de vitamina D podem favorecer o surgimento de doenças como diabetes, derrames, distúrbios psiquiátricos e doenças autoimunes, que ocorrem quando o sistema imunológico da própria pessoa ataca e destrói os tecidos saudáveis do corpo. É o caso da esclerose múltipla e do lúpus. 

Há várias evidências de que a vitamina D também participa de dois aspectos importantes da função neuromuscular: a força muscular e o equilíbrio. Especialmente no que se refere à célula muscular esquelética, sabe-se que a vitamina D atua através de um receptor específico, exercendo ações que envolvem desde a síntese proteica até a cinética de contração muscular, que repercutem na capacidade de realizar movimentos rápidos. No entanto, ainda há muito a ser descoberto sobre a vitamina D para ratificar todos os benefícios da suplementação oral de vitamina D sobre a força muscular, oscilação postural e incidência de quedas, tão comuns entre os idosos. 

O fato é que correria do dia a dia nos impede, muitas vezes, de realizar refeições equilibradas e manter hábitos de vida saudáveis. Nesses casos, a suplementação de vitamina D pode ser recomendada, mas sempre com cautela e acompanhamento médico/nutricional.  Para estabelecer a quantidade adequada de vitaminas que o seu organismo necessita, procure um profissional qualificado.  

Dr.Rodolfo Peres, nutricionista especialista em nutrição esportiva.

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